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26 fevereiro 2009

Parece que foi ontem...

Confesso que foi o colega destas andanças da Animação e da Blogosfera, Albino Viveiros, autor do excelente espaço que dá pelo nome de "Animação Sociocultural e Insularidade" que chamou a minha atenção para o facto deste cantinho ter completado mais um ano de existência.


Parece que foi ontem, mas de facto já passaram 4 anos desde o momento em que aqui coloquei o primeiro artigo. A intenção inicial, que nem sempre foi seguida, quer por falta de tempo, quer por alguns desvios momentâneos das minhas parcas energias, foi  contribuir para a reflexão e para a partilha de informação sobre Animação Sociocultural e, especialmente, sobre o trabalho desenvolvido com jovens nesta área.

O desenvolvimento, em paralelo, do espaço "Anigrupos" tem consumido parte substancial do pouco tempo livre de que disponho e deixado um pouco à deriva este blogue. Ainda assim, e pelo menos para já, vou deixar em aberto este espaço.

Até já!...

19 junho 2008

Uma ausência e um aniversário

Afazeres profissionais e extra profiisonais, aliados a questões de natureza mais pessoal têm-me impedido de manter minimamente em dia este espaço. Tem estado assim meio abandonado. Se fosse um relvado já teria provavelmente secado e se fosse uma casa estaria, por certo,repleto de teias de aranha.
Tenho, no entanto, alguma esperança de que a partir da próxima semana consiga passar por aqui e deixar-vos algumas notícias e reflexões. A ver vamos!...
Entretanto, e por estes dias, o meu outro projecto na internet, «Anigrupos», uma página de recursos para animadores de grupos, completou o primeiro ano de existência. Com efeito, aquele espaço foi colocado on-line a 5 de Junho de 2007. Num ano de exisência, «Anigrupos» registou, em números redondos, 14.000 visitas de 10.000 visitantes. Ao todo, destas visitas resultaram mais de 106.000 páginas visualizadas. São números que nos dão vontade de persistir naquele projecto. Assim o meu tempo o permita. Por outro lado a evolução futura daquele espaço depende, também e em parte substancial, da colaboração e da participação dos próprios visitantes, que vão ser "convocados", dentro de dias, para colaborarem no desenvolvimento e na dinamização do portal. Portal que vai sofrer alguns ajustes e, esperamos, algumas actualizações nas próximas semanas.

25 outubro 2006

Pessoal e intransmissível

A denominada “blogosfera” pode ser, entre muitas outras coisas, um espaço de comunicação pessoal e íntima. No entanto, e até hoje, este blogue nunca assumiu tal forma. Optei, até aqui, por colocar on-line artigos de teor informativo e reflexivo sobre problemáticas relacionadas com a Animação Sociocultural e as suas ligações, mais ou menos directas, com o trabalho com jovens. Procurei, fundamentalmente, trazer para este espaço conteúdos que pudessem interessar a animadores socioculturais e a outros profissionais que trabalham com e/ou para jovens. Esse continuará a ser a linha de rumo principal deste blogue. Mas, e a partir de hoje, passarei, também, a partilhar com aqueles que por aqui passam alguns conteúdos mais privados.

Defino-me, enquanto profissional, como Animador Sociocultural. Comecei a definir-me assim há mais de duas décadas, num tempo onde era, ainda mais difícil do que hoje, explicar aos outros o que é que isso é. Fiz, como muitos outros animadores da minha geração, um percurso de auto-didacta. Tive o privilégio de poder experimentar as mais variadas teorias e técnicas no trabalho com grupos de jovens em torno de áreas muito diversificadas (audiovisuais, expressão gráfica e plástica, fotografia, teatro, etc) em contextos de educação não-formal e de tempos livres. Nos últimos anos tive, também, oportunidades de me envolver em projectos e situações na área da educação e da formação de animadores e de dirigentes associativos. Cometi erros, tive, aqui e ali, alguns sucessos, mas, e nesse percurso, às vezes sinuoso, foi crescendo a convicção de que a Animação Sociocultural pode desempenhar de modo eficaz papeis muito importantes na nossa sociedade. Porque a considero que é uma metodologia de trabalho com indivíduos, grupos e comunidades capaz de responder, com eficácia e de modo adequado, aos respectivos anseios e problemáticas e de promover o seu desenvolvimento.

Sou, por tudo isso, Animador Sociocultural por convicção e por vocação. Mas… Neste momento sou, também, um Animador Sociocultural muito pouco activo. Apesar de reunir, e digo-o sem falsas modéstias, um conjunto de competências susceptíveis de me permitirem desenvolver uma actividade profissional nesta área o que estou a fazer nada tem que ver com Animação Sociocultural, por mais polissémico que seja este conceito. Trabalho numa instituição vocacionada para o trabalho para (e, talvez, com) jovens, que visa estimular e apoiar a sua participação e integração social. Trata-se, obviamente, de áreas que constituem um dos âmbitos possíveis da Animação Sociocultural e onde há imenso trabalho por fazer. Mas… Ossos do ofício de ser trabalhador por conta de outrem e, também, de ser funcionário de uma Administração Pública onde continua a haver muito a fazer, designadamente na área da gestão de recursos humanos.

Acredito, quero mesmo acreditar, no entanto, que melhores dias por aqui chegarão. Que mais não seja porque “desanimação” e “animação” são antónimos, não é?