19 junho 2007

Delegação do Sul da APDASC

Um grupo de animadores socioculturais do Alentejo e do Algarve pretende criar a Delegação do Sul da APDASC (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural) com o objectivo de ajudar na luta iniciada pela ADPASC pelos direitos dos animadores e da Animação, como profissão reconhecida por todas as entidades públicas e privadas.

Para que este projecto seja colocado em prática é necessário reunir pelo menos 10 associados da APDASC residentes nas reghiões mencionadas. Recordamos que se podem inscrever nesta associação estudantes de animação, animadores e outros profissionais, desde que se identifiquem com os ideais da APDASC. Para se inscreverem, os interessados deverão fazer download da ficha de inscrição através da página da APDASC - www.apdasc.com. A inscrição tem um custo total de 25 euros (20 euros de quota e 5 euros de jóia de inscrição).

Pretende-se que a constituição da Delegação seja efectuda até 30 de Junho de 2007.

Para esclarecimentos adicionais os interessados podem contactar: Ana Simões - 963360601 / E-mail: anasofiasimoesg@gmail.com ou Nuno Pereira - 965494481 / E-mail: nuno.tina@sapo.pt

18 junho 2007

I Encontro Nacional de Dirigentes da APDASC


A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sócio-Cultural (APDASC) vai levar a efeito nos dias 13, 14 e 15 de Julho de 2007, na Vila de Cucujães, o I Encontro Nacional de Dirigentes da APDASC, em colaboração com o Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 24, o Grupo ANDAR (http://www.andar.cc/) e a Cruz Vermelha Portuguesa/Núcleo de Cucujães.
Este evento tem por objectivos favorecer processos de aperfeiçoamento da APDASC; impulsionar a animação em Portugal (nas suas modalidades social, cultural e educativa); proporcionar momentos de convívio e descoberta intra e interpessoal.
Mais informações em http://www.apdasc.com/

15 junho 2007

Serviços e programas para a Juventude

À medida que se vão conhecendo as diferentes peças legislativas em que se consubstancia a reestruturação do IPJ – Instituto Português da Juventude, no âmbito do PRACE, vai saindo reforçada a ideia já aqui antes expressa de que as mudanças verdadeiramente significativas serão reduzidas.

As atribuições e a estrutura orgânica e funcional ao nível central poucas alterações irão sofrer face à actualidade se atendermos aos dados já conhecidos. A nível regional confirma-se o desaparecimento das actuais 18 delegações de âmbito distrital e a sua substituição por 5 direcções com âmbito regional. Ainda assim, e face aos estatutos já publicados em Diário da República, não é claro que estas novas estruturas tenham mais poder e autonomia face aos serviços centrais do que as actuais delegações distritais. A “participação” dos jovens, através das suas associações, na acção dos serviços regionais, mantêm, também, o formato actual através de Conselhos Consultivos com as mesmas atribuições consagradas na legislação anterior.

Esclareço há muito que considero necessário proceder a uma profunda reestruturação dos serviços e dos programas das administrações públicas direccionados para os jovens. Tais mudanças justificam-se essencialmente pela necessidade de melhorar as respostas face aos interesses e problemáticas dos jovens. Mudança que naturalmente deveria suportar-se nas características essenciais dos jovens: grande diversidade, inconformismo, necessidade de auto-afirmação e de autonomia; etc. Os traços que caracterizam a juventude implicariam, em nosso entender, serviços e programas capazes de produzir respostas diferenciadas, ainda que integradas (para atender a diferentes idades, territórios, grupos e tribos e a problemáticas complexas), inovadores e flexíveis, para suportarem as rápidas mudanças que os interesses, hábitos e comportamentos dos jovens sofrem e, também, simples e acessíveis, já que os jovens são dos grupos sociais que mais resistências mostram face a regras, procedimentos e mecanismos formais e burocratizados. Por último, e talvez o mais importante, a mudança deveria assentar na participação dos jovens, na sua implicação activa, sem a qual dificilmente se produzirão verdadeiras e adequadas alterações.

Confesso que as minhas expectativas de que as actuais mudanças respondam aos desafios enunciados são bastante baixas. É certo que há que esperar, tanto mais que há novos protagonistas a nível da gestão central dos serviços, aos quais, obviamente, não podemos deixar de conceder o benefício da dúvida.

Nota: Os Estatutos do IPJ, IP, podem ser consultados aqui.

11 junho 2007

AniGrupos: Primeiras impressões

A página "AniGrupos - Recursos para a Animação de Grupos", colocada on-line no passado dia 5 de Junho, mereceu algumas referências que me motivam no sentido de continuar e que não posso deixar de agradecer publicamente.

A APDASC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural destacou na sua web e na sua newsletter o aparecimento de AniGrupos. Uma vez mais destaco aqui, o exelente trabalho que esta associação tem vindo a desenvolver no sentido de um maior reconhecimento público da Animação Sociocultural.


Os meus colegas Albino Viveiros do blogue Animação Sociocultural e Insularidade e Rogério Silva do blogue La Maleta escreveram artigos a dar conta do aparecimento da página AniGrupos.


Por último agradeço, também, aos meus antigos alunos, actuais colegas de profissão, que me endereçaram por e-mail palavras de estímulo no sentido de prosseguir nesta tarefa de partilha pública de recursos que possam ser úteis para quem trabalha com grupos, designadamente no âmbito da Animação Sociocultural.


Entretanto, e já depois da colocação on-line, foi acrescentada na página inicial do site AniGrupos, uma caixa que permite a inscrição numa mailling list dos interessados em receber, via e-mail, informações sobre as actualizações que vierem a ser introduzidas naquela página, designadamente quando a ela forem acrescentadas novas dinâmicas, jogos e actividades.

08 junho 2007

CAMPOS DE FÉRIAS EM PORTUGAL

Há números que, inevitavelmente, nos levam reflectir. De acordo com o Ministério da Juventude e dos Desportos de França, em 2004, foram organizados por entidades francesas 30.699 campos de férias (1) nos quais participaram 1 100 380 de crianças e jovens com idades compreendidas entre os 4 e os 18 anos (41% entre os 7 e os 12 anos e 57% entre os 13 e os 18 anos). A mesma fonte estima em cerca de 60.000 o número de indivíduos envolvidos como directores e animadores nessas actividades.

Mesmo descontando o facto de a população francesa ser seis vezes maior que a portuguesa, os números referidos são esclarecedores das diferenças que neste domínio, como em tantos outros, existem entre Portugal e França. Efectivamente, e ainda que os números disponíveis sejam escassos, não será difícil concluir que em Portugal os Campos de Férias, nomeadamente os residenciais, que implicam o alojamento dos participantes e que são os que verdadeiramente merecem tal designação, são uma realidade praticamente inexistente.

Serão certamente várias as razões que explicarão tais diferenças. Em primeiro lugar as razões históricas. Com efeito a expansão deste género de actividades pela Europa na década de 60, levada acabo fundamentalmente por acção do movimento associativo, não se reflectiu em Portugal em consequência do regime isolacionista e pouco favorável à liberdade de associação que então existia em Portugal. Na actualidade a debilidade das condições socio-económicas do país, das instituições que potencialmente poderiam promover e apoiar campos de férias e das famílias explicarão, pelo menos em parte, a reduzida dimensão destas actividades em Portugal.

Outra razão que não pode ser ignorada é o reduzido conhecimento das potencialidades dos campos de férias enquanto espaços educativos e, especialmente, do contributo que eles podem dar na formação integral e harmoniosa das crianças e dos jovens. A aquisição de competências sociais e o desenvolvimento da autonomia são, porventura, as áreas em que, de uma forma mais significativa, se pode observar o efeito educativo dos campos de férias sobre as crianças e jovens que neles participam.

As potencialidades educativas dos campos de férias, e uma vez mais estamos a referirmo-nos aos que decorrem em regime fechado ou residencial, resultam de um conjunto de características próprias destas actividades. O seu carácter intensivo, o regime fechado em que decorrem, as actividades que neles são desenvolvidas, a natureza, qualidade e intensidade das interacções pessoais que promovem fazem com que, habitualmente, as crianças e os jovens que participam em campos de férias os valorizem como actividades muito positivas. Isto é amplamente comprovado pelo facto de a maioria daqueles que neles participam uma primeira vez repetirem tal experiência em ocasiões posteriores.

À reduzida dimensão do Campos de Férias em Portugal não serão, também, alheios o enquadramento legislativo e a debilidade dos mecanismos de financiamento destas actividades.

Em relação ao enquadramento legislativo importa ter presente que apenas foi introduzido há 3 anos suprindo uma lacuna regulamentar de muitas décadas. No entanto, aqui como em outros sectores, o legislador optou por uma postura draconiana impondo aos organizadores o respeito de condições, especialmente ao nível das instalações, que dificilmente viabilizam a realização destas actividades na realidade portuguesa. Paradoxalmente continua por regulamentar em detalhe aquele que nos parece o aspecto mais crítico para garantir a qualidade e a segurança dos campos de férias – o factor humano. Com efeito a regulamentação da formação e da certificação dos animadores e dos responsáveis de Campos de Férias não está ainda completa.

Quanto ao financiamento importa referir que, em 2005, o programa “Férias em Movimento” do IPJ – Instituto Português da Juventude, destinado a financiar Campos de Férias, em regime residencial e não residencial, teve um custo global de quase 400 mil euros e que para o ano em curso a dotação do mesmo é de cerca de 860 mil euros. Importa, no entanto, esclarecer que desconhecemos a fatia desta verba afecta ao Campos de Férias residenciais, sendo nossa convicção que a maioria dos 536 campos apoiados por este programa, em 2005, foi não residencial (2). A exiguidade destas verbas para um programa de âmbito nacional compreender-se-á melhor se, por exemplo, tivermos em conta que só as Festas da Cidade de Lisboa, em 2007, têm um orçamento de 3 milhões de euros. As normas de financiamento dos campos residenciais por este programa que impõem um tecto máximo de custos de 18 euros por dia e por participante são, também, muito limitadoras se tivermos em conta que os organizadores têm de assegurar aos participantes alojamento, cinco refeições diárias e suportar os custos com pessoal de enquadramento, actividades e seguros, etc.

Neste contexto não é difícil compreender porque continuam os campos de férias em Portugal a ser uma realidade apenas acessível a um número muito reduzido de crianças e jovens, não obstante o seu enorme potencial sócio-educativo.

Ainda a propósito de Campos de Férias deixo aqui a informação que a APCC – Associação para a Promoção Cultural da Criança vai realizar em Junho e Julho, ao longo de quatro fins-de-semana, um Curso de Formação para Animadores de Campos de Férias. Os interessados podem obter informações adicionais pelo telefone 21 842 97 30.

(1) Os números reportam-se a actividades em regime residencial (pernoita dos participantes) com duração superior a 5 dias e onde são acolhidos pelo menos 12 menores. Fonte: MJDF
(2) Fontes: Relatório de Actividades 2005 e Plano de Actividades 2007 do IPJ in www.juventude.gov.pt.

05 junho 2007

AniGrupos: Recursos para Animação de Grupos

O autor deste bloque colocou on-line uma nova página internet denominada "AniGrupos", com a qual pretende partilhar informação e recursos que possam ser úteis para quem trabalha com grupos em contextos sociais, educativos, formativos e/ou de tempos livres.
A informação reunida resulta da experiência profissional do seu autor enquanto animador sociocultural e formador. As dinâmicas, jogos e actividades que aqui se apresentam já foram utilizadas pelo autor em acções de formação e no trabalho com grupos no âmbito de intercâmbios juvenis, ateliers de ocupação de tempos livres e campos de férias.
Enquanto espaço de partilha o autor disponibiliza aos utilizadores informação e recursos que possam utilizar no seu trabalho com grupos e espera, em troca, deles receber opiniões, criticas e sugestões que possam contribuir melhorar o conteúdo deste espaço.
A versão agora disponível inclui, para além de artigos e ligações sobre animação de grupos, 15 actividades realizáveis com grupos agrupadas em 8 categorias diferentes.