31 outubro 2006

III Congresso Internacional “Animação Sociocultural: Desafios Locais e Globais”

Vai realizar-se em Lucerna (Suiça), em Setembro de 2007, o III Congresso Internacional “Animação Sociocultural: Desafios Locais e Globais”. As edições anteriores deste congresso tiveram lugar em Bordéus (2003) e em São Paulo (2005).

Este congresso pretende abordar questões críticas no contexto dos desenvolvimentos globais e locais. Tal abordagem não se pretende apenas teórica, incluindo a apresentação de projectos concretos desenvolvidos em regiões urbanas e rurais. No centro de debate estará a questão do papel e da importância da animação sociocultural, enquanto conceito alicerçado em valores com a justiça e a inclusão social. O congresso, com três dias de duração, organiza-se em torno dos seguintes temas principais:

  • Abordagens socioculturais como alternativas ao desenvolvimento local;
  • Orientações no desenvolvimento global: uma comparação internacional;
  • Questões críticas: Existem, ou não, possibilidades de actuar ao nível local?

Mais informações sobre esta iniciativa podem ser obtidas aqui.

PS: A propósito de algumas questões que tem sido colocadas no Fórum dos Animadores Socioculturais sobre a questão da designação “Animação Sociocultural” em línguas anglo-saxónicas atente-se nas designações deste congresso em inglês “Community Development: Local and Global Challenges”.

30 outubro 2006

10º Encontro Nacional de Juventude

O CNJ – Conselho Nacional de Juventude promove em Santo Tirso, de 30 de Novembro a 3 de Dezembro, o 10º Encontro Nacional de Juventude.


Este encontro tem como objectivo promover a participação cívica dos jovens. O tema geral desta edição é “Os jovens e Futuro da Europa”. Em debate estarão, no entanto, outras temáticas: Associativismo e participação Juvenil; Educação; Emprego e assuntos sociais; Ambiente e qualidade de vida; e Relações Internacionais. O encontro oferece a possibilidade de participação em actividades diversificadas, aliando o trabalho ao convívio e havendo, para isso, espaço para conferências, grupos de trabalho, seminários, workshops, sessões de informação e, também, momentos culturais e de entretenimento.

Mais informações sobre esta iniciativa podem ser obtidas aqui.

27 outubro 2006

Instituto Português da Juventude vai ter nova Lei Orgânica

Noventa dias é o prazo estabelecido pela Lei Orgânica da Presidência do Conselho de Ministros, hoje publicada em Diário da República, para a publicação da nova Lei Orgânica do IPJ – Instituto Português da Juventude, que entra, assim, em processo de reestruturação.
O IPJ mantém a sua dependência orgânica e, no global, as suas actuais funções, conforme se pode constatar pelas atribuições que lhe são agora atribuídas e, que a seguir se reproduzem:

1—O Instituto Português da Juventude, I. P., abreviadamente designado por IPJ, I. P., tem por missão apoiar a definição, execução e avaliação da política pública governamental da juventude, procedendo à sua concretização e promovendo a participação dos jovens em todos os domínios da vida social.
2—São atribuições do IPJ, I. P.:
a) Apoiar a definição da política pública para a juventude, designadamente, através da adopção de medidas de estímulo à participação cívica dos jovens em actividades sociais, culturais, educativas, cientificas, desportivas, políticas e económicas e estimular a criatividade, a capacidade de iniciativa e o espírito empreendedor dos jovens;
b) Apoiar as associações de jovens e os grupos informais de jovens, nos termos da lei, mantendo actualizado o Registo Nacional do Associativismo Jovem (RNAJ);
c) Conceber, criar e implementar programas destinados a responder às necessidade e especificidades dos jovens, nomeadamente, nas áreas de ocupação de tempos tempos livres, do voluntariado, do associativismo e da formação;
d) Promover, criar e desenvolver programas de mobilidade e intercâmbio para jovens, incentivando a sua participação em organismos comunitários e internacionais e em projectos de cooperação e desenvolvimento social e económico;
e) Manter actualizado um registo dos objectores de consciência e, quando necessário organizar o serviço cívico dos objectores de consciência.
(Diário da República)

De referir que o Conselho Consultivo da Juventude passa a funcionar na dependência do IPJ e não, como acontecia até agora, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto e que as funções do Gabinete do Serviço Cívico dos Objectores de Consciência, extinto na sequência da legislação agora publicada, são atribuídas ao IPJ. Nas atribuições do IPJ não consta, certamente por esquecimento, a área da Informação Juvenil. De referir, ainda, a ausência de qualquer referência a duas estruturas – Movijovem e FDTI – Fundação para a Divulgação das Tecnologias da Informação – que gravitam em torno desta área governativa e cuja extinção e/ou externalização chegou a figurar em documentos anteriormente tornados públicos no âmbito do PRACE.
Ainda, e no âmbito da legislação agora publicada, assinale-se a criação do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural que recebe as funções, até aqui atribuídas ao Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, à estrutura de apoio técnico à coordenação do Programa ESCOLHAS, à Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões e ao Secretariado Entreculturas, extrutura agora extintas.

25 outubro 2006

Juventude e Comunidade

A "School of Social Work" da Universidade do Michigan desenvolve um programa designado "Youth and Comunity", que considero importante divulgar aqui, especialmente pelos recursos disponibilizados na respectiva página internet sobre trabalho comunitário com jovens.

O programa"Youth and Comunity" assenta no príncipio de que os jovens podem desempenhar um papel activo na transformação das comunidades onde estão inseridos, enquanto agentes de mudança e de transformação social. O progama contempla várias acções, entre as quais destacamos aqui a edição de manuais técnicos para o trabalho com jovens na área do trabalho comunitário.

Um exemplo desses guias é o "Young People Creating Community Change", um pequeno guia prático escrito para jovens que pretendam desenvolver trabalho comunitário. Escrito numa linguagem muito acessível, esta publização não pode deixar de ser aqui considerada como um exemplo de boas práticas na área da pedagogia da Animação Comunitária.
Youth

Pessoal e intransmissível

A denominada “blogosfera” pode ser, entre muitas outras coisas, um espaço de comunicação pessoal e íntima. No entanto, e até hoje, este blogue nunca assumiu tal forma. Optei, até aqui, por colocar on-line artigos de teor informativo e reflexivo sobre problemáticas relacionadas com a Animação Sociocultural e as suas ligações, mais ou menos directas, com o trabalho com jovens. Procurei, fundamentalmente, trazer para este espaço conteúdos que pudessem interessar a animadores socioculturais e a outros profissionais que trabalham com e/ou para jovens. Esse continuará a ser a linha de rumo principal deste blogue. Mas, e a partir de hoje, passarei, também, a partilhar com aqueles que por aqui passam alguns conteúdos mais privados.

Defino-me, enquanto profissional, como Animador Sociocultural. Comecei a definir-me assim há mais de duas décadas, num tempo onde era, ainda mais difícil do que hoje, explicar aos outros o que é que isso é. Fiz, como muitos outros animadores da minha geração, um percurso de auto-didacta. Tive o privilégio de poder experimentar as mais variadas teorias e técnicas no trabalho com grupos de jovens em torno de áreas muito diversificadas (audiovisuais, expressão gráfica e plástica, fotografia, teatro, etc) em contextos de educação não-formal e de tempos livres. Nos últimos anos tive, também, oportunidades de me envolver em projectos e situações na área da educação e da formação de animadores e de dirigentes associativos. Cometi erros, tive, aqui e ali, alguns sucessos, mas, e nesse percurso, às vezes sinuoso, foi crescendo a convicção de que a Animação Sociocultural pode desempenhar de modo eficaz papeis muito importantes na nossa sociedade. Porque a considero que é uma metodologia de trabalho com indivíduos, grupos e comunidades capaz de responder, com eficácia e de modo adequado, aos respectivos anseios e problemáticas e de promover o seu desenvolvimento.

Sou, por tudo isso, Animador Sociocultural por convicção e por vocação. Mas… Neste momento sou, também, um Animador Sociocultural muito pouco activo. Apesar de reunir, e digo-o sem falsas modéstias, um conjunto de competências susceptíveis de me permitirem desenvolver uma actividade profissional nesta área o que estou a fazer nada tem que ver com Animação Sociocultural, por mais polissémico que seja este conceito. Trabalho numa instituição vocacionada para o trabalho para (e, talvez, com) jovens, que visa estimular e apoiar a sua participação e integração social. Trata-se, obviamente, de áreas que constituem um dos âmbitos possíveis da Animação Sociocultural e onde há imenso trabalho por fazer. Mas… Ossos do ofício de ser trabalhador por conta de outrem e, também, de ser funcionário de uma Administração Pública onde continua a haver muito a fazer, designadamente na área da gestão de recursos humanos.

Acredito, quero mesmo acreditar, no entanto, que melhores dias por aqui chegarão. Que mais não seja porque “desanimação” e “animação” são antónimos, não é?

24 outubro 2006

Revista de Animação e Educação

Na barra da direita acrescentámos a ligação para a revista on-line da “Associação Nacional de Animação e Educação” que podem consultar aqui. Uma especial referência para o artigo “Animação Social, Educativa e Cultural? Uma Aproximação Conceptual”, da autoria do docente da ESSE de Leiria Fernando Canastra já que o mesmo pode ser de utilidade para aqueles que chegam a este blogue na procura de informação sobre o conceito de Animação Sociocultural.