30 novembro 2006

CYE – Children, Youth and Environments

CYE” é uma publicação científica editada pela Universidade do Colorado, e disponível on-line, que tem como objectivo disseminar conhecimento e estimular o debate sobre ambientes inclusivos e sustentáveis para a infância e a juventude.

A revista, dirigida por uma equipa editorial de renome científico, conta com uma participação multidisciplinar de investigadores, políticos e de profissionais em mais de 151 países. Além de artigos de investigação (objecto de prévia arbitragem científica) na “CYE” encontram-se, também, relatórios de trabalhos de campo, revisões bibliográficas, uma base de dados de indivíduos e de organizações, um calendário de acontecimentos, uma extensa bibliografia pesquisável, ligações a vídeos, e muito mais.

Mais uma ligação que considero poder ser útil para quem trabalha com a infância e a juventude.

28 novembro 2006

Jovens ao Centro

É esta a designação de um programa lançado, através de deste diploma, pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.



Em termos genéricos, trata-se de um programa de atribuição de financiamentos à reabilitação e ou adaptação de prédios urbanos localizados nos centros históricos das cidades de Angra do Heroísmo, Horta, Ponta Delgada, Praia da Vitória e Ribeira Grande, com o objectivo de serem, posteriormente, dados de arrendamento a jovens, para habitação, ou a empresas propriedade de jovens empresários, para a prossecução de actividades comerciais.

Uma iniciativa que, pelo menos no papel, parece bastante interessante na medida em que a facilitação do acesso dos jovens à habitação é uma das condições fundamentais à sua emancipação.

27 novembro 2006

Políticas de Juventude

Este documento orientador das políticas de Juventude da Câmara Municipal de Braga constitui, em meu entender, um bom exemplo do que pode (e deveria ser) a implementação de programas integrados direccionados à juventude ao nível concelhio. Desconheço a data em que o mesmo foi elaborado, assim como o modo de os resultados obtidos com a implementação práticas das acções ali delineadas. Ainda assim, não resisti em mencioná-lo aqui.

24 novembro 2006

Público e Animação Cultural

“Desde há muitos, largos, distantes anos, que o CCF não se via obrigado a ter uma única sessão semanal. Muito, largo, distantes anos, em que chegámos a programar duas sessões (final da tarde e noite) para pelo menos 2 filmes por semana. Mas: Sem público não há dinheiro. Sem dinheiro não há luxos. A partir de Novembro passaremos a ter uma só exibição semanal em película – às 2ª feiras. Entrada paga, pelas astronómicas quantias de 3 euros para não sócios e 60 cêntimos para sócios. (…) Que ano tão triste está a ser este, o do nosso 50º aniversário. Obrigado aos 20-30-40 espectadores que, fiéis, nos têm acompanhado desde Janeiro. Quanto aos outros, apreçam. A nós saber-nos-ia muito bem.”

O texto, acima reproduzido, e que pode ser lido na Agenda de Novembro de 2006 do Cineclube de Faro, remete para uma questão central que se coloca a quem desenvolve intervenções na área da Animação Cultural: Como formar, captar e fidelizar públicos para actividades de divulgação cultural?

Questão de difícil resposta e, que por isso mesmo, deveria ser objecto de reflexão e debate por todos os que estudam, investigam ou trabalham nesta área…

23 novembro 2006

EDUSO.NET: Portal da Educação Social

Acrescentei na barra da direita mais uma ligação de interesse para aqueles com interesses e actuações na área da animação sociocultural e da intervenção socioeducativa.


Trata-se do ‘EDUSO.NET’, o portal espanhol da Educação Social. Nele podem encontrar muita, mesmo muita, informação sobre assuntos relacionados com animação, educação e serviço social. De salientar que neste portal podem aceder às edições electrónicas das revistas “Claves de Educación Social” e “RES – Revista de Educácion Social”. A primeira destas revistas dedicou, em 1995, uma edição à Animação Sociocultural.

A consultar obrigatória e calmamente…

22 novembro 2006

«Programa Escolhas» - 3ª Geração

Foi esta semana lançada a 3ª Geração do “Programa Escolhas”, através do qual se apoia a implementação de projectos de apoio a crianças e jovens de contextos sócio-económicos mais vulneráveis, incluindo descendentes de imigrantes.

Trata-se de 120 de projectos, no valor global de cerca de 21 milhões de euros, destinados ao reforço da coesão social e à promoção da igualdade de oportunidades, envolvendo quatro áreas prioritárias de intervenção: inclusão escolar e educação não formal; formação profissional e empregabilidade; participação cívica e comunitária e inclusão digital. Estes projectos vão desenvolver-se até 2009 e estão distribuídos por todo o País (38 na Zona Norte, 45 na Zona Centro e 37 na Zona Sul e Ilhas). A lista de projectos apoiados pode ser consultada aqui.

O «Programa Escolhas» funciona na dependência do Ministro da Presidência e é coordenado pelo Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, contando com o co-financiamento por parte dos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social, da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Sobre este programa, e depois de analisar as resoluções e regulamentos que, ao longo da sua existência, sobre ele foram produzidos parece-me oportuno colocar aqui duas questões:

1. Porque não está o IPJ (Instituto Português da Juventude) envolvido na implementação deste programa?
Recordo que o “Programa Escolhas” foi criado por Resolução do Conselho de Ministros em 2001, e posteriormente reformulado em 2004 e em 2006. Não obstante tratar-se de um programa governamental na área da juventude constata-se que as sucessivas reformulações de que foi alvo afastaram aquele que ainda é referido como o organismo da administração pública responsável pela implementação de programas para a juventude (o IPJ – Instituto Português da Juventude) da respectiva implementação. Na primeira versão do “Escolhas” (2001) o IPJ aparecia como um dos organismos co-responsável pela sua implementação, competindo-lhe, entre outras coisas, a contratação de pessoal técnico indispensável ao seu funcionamento e a co-responsabilidade pela formação de mediadores. Na segunda edição (2004) o IPJ era ainda referido, mas apenas como um dos parceiros do programa para as acções de ocupação de tempos livres. Na mais recente versão do programa o IPJ não é sequer referido. Não obstante este programa prever intervenções na área da educação não-formal de jovens, uma das atribuições do IPJ.

2. Porque será que o modelo de apoio aos projectos a realizar no âmbito do “Programa Escolhas” não foi adoptado no apoio a projectos de desenvolvimento e consolidação do associativismo juvenil?
Esta é mesmo uma questão provocatória e que me permite retomar algumas das críticas que aqui tenho lançado a propósito no novo regulamento de apoio ao Associativismo Juvenil.
Se compararmos o “Escolhas” com o “PAJ” verificamos que os orçamentos são semelhantes – 21 milhões de euros para o “Escolhas” a dividir pelos três anos de vigência do programa contra cerca de 7 milhões de euros para o PAJ em 2007 de acordo com o que aqui se anuncia. Mas as semelhanças terminam aqui. No “Escolhas” o valor orçamentado destina-se a apoiar 120 projectos, enquanto que o valor orçamentado no PAJ será distribuído por um potencial de 1420 associações. O “Escolhas” financia até 100% do custo dos projectos até ao valor de 50.000€ por ano e 150.000€ por projecto enquanto o PAJ financia no máximo 70% do custo dos projectos não sendo previsível que possam ser muitas as associações a receber 150.000€ de financiamento nos próximos 3 anos. Por último, o PAJ prevê, ao contrário do Escolhas, limites no financiamento da contratação de recursos humanos (não podem exceder os 30% do orçamento global dos projectos). E isto quando é sabido que sem recursos humanos tecnicamente habilitados dificilmente se podem desenvolver de modo adequado verdadeiros projectos de animação associativa…